Hoje vivemos em um mundo cheio de desafios, onde todos os dias enfrentamos um mercado repleto de incertezas e variações que vão de 0 a 100 em questão de horas. A inovação é o combustível explosivo que impulsiona uma concorrência exponencial, exigindo nossa capacidade de estar sempre à frente.
Mas como tornar a inovação um processo tangível e aplicável? Como promover a disrupção tão falada atualmente? Como resolver problemas complexos de forma simples e rápida?
Esses questionamentos povoam a mente de muitas pessoas e, por vezes, geram confusão naqueles que ainda pensam de maneira muito linear.
Neste contexto, surge um elemento novo e velho ao mesmo tempo: os designers. O conceito de design não é novo, tampouco sua proposta. O que ocorre é que, devido ao condicionamento do processo criativo a elementos artísticos, a função do design acabou sendo mais aplicada a disciplinas relacionadas ao desenho, moda, arquitetura e estética.
De forma simples, designers são pessoas que têm habilidades e técnicas para resolver problemas complexos e personificar essas soluções em artefatos de fácil compreensão.
Hoje vemos muitas técnicas e frameworks voltados às questões de inovação, criatividade e solução de problemas, que utilizam os conceitos de design e sua forma de pensar para proporcionar ferramentas aplicáveis em qualquer situação.
Destacamos o Design Thinking como a estrutura basilar para grande parte dessas técnicas, visto que se trata de uma estrutura de pensamento e da forma de aplicá-lo. Daí surgem Design Sprint, Design de Serviços, Design Project, Canvas e por aí vai…
Pensar como um designer está longe de se limitar a preencher paredes com papéis coloridos ou substituir palavras por desenhos; trata-se de utilizar sua atuação holística e cíclica para criar soluções inovadoras em qualquer tipo de projeto, independentemente da área de atuação profissional.
Agora que entendemos um pouco sobre o contexto do design, vamos analisar a outra face da moeda…
Muito se fala sobre profissões que vão desaparecer e outras que vão continuar. Tirando a especulação e as previsões, uma coisa é certa: “profissões que não agregam uma percepção crítica, inteligente e humana ao resultado tendem a ser automatizadas nos próximos anos”.
Pessoas capazes de encarar os problemas a serem resolvidos e solucioná-los com um olhar voltado para as outras pessoas desenvolvem a capacidade e a habilidade empática do profissional do futuro.
Analisando essas informações de maneira muito pessoal, poderíamos dizer que uma profissão que será muito cobiçada em breve é a do facilitador.
Um questionamento natural a essa afirmativa seria: facilitadores existem há muito tempo e temos aos montes por aí. É fato, procede. O que acontece atualmente é que todo esse cenário de agilidade tem mostrado as lacunas nessa profissão e outras disciplinas, como neurociência, PNL (programação neurolinguística), design, antropologia, psicologia e coaching, começam a se incorporar ao processo de facilitação.
O sucesso ou fracasso de uma oficina de design, por exemplo, está muito mais condicionado à capacidade do facilitador em direcionar o grupo ao resultado do que ao método aplicado.
Convergir, divergir e produzir parecem simples quando ditos e exemplificados em um método, mas orquestrar seres humanos para promover esses momentos de divergência e convergência e ainda mantê-los motivados para consolidar essas ideias em uma solução concreta e aplicável ao mundo real é um desafio que requer habilidades bem desenvolvidas para administrar as inquietudes e idiossincrasias humanas.
O facilitador acaba se tornando um profissional extremamente capaz de lidar com todas as adversidades do trabalho em grupo e promove o engajamento necessário para focar no problema e construir a solução em um prazo adequado.
Como a natureza dos problemas está cada vez mais complexa e as oportunidades mais tempestivas, os grupos de trabalho são requisitados com muito mais frequência. A cobrança por sucesso nestes grupos é vital para manter a competitividade, e o facilitador tem se tornado o profissional ideal para garantir esse sucesso, sendo visto como um diferencial agora e no futuro.